A Prevenção do Câncer de Mama


Como em outros cânceres, o diagnóstico precoce é muito importante para se obter maior porcentagem de cura e assim salvar a vida de milhões de mulheres. Os fatores de risco permitem destacar as mulheres como grupo de maior probabilidade de ter este câncer. Ainda que não seja algo matemático, uma mulher com fatores de risco pode não manifestar a doença ao longo da sua vida. Mas também é possível acontecer o inverso.
Os fatores de risco para esta doença são, entre outros: fertilidade diminuída, não ter amamentado, histórico familiar de câncer de mama ou de mastopatias (doenças da mama), ausência de filhos ou idade avançada no primeiro parto.
Sintomas

O câncer de mama pode se apresentar clinicamente de diversas maneiras. Entre as diversas manifestações possíveis, apresenta-se como um tumor que forma um nódulo duro e indolor que pode ser sentido ao se tocar na mama ou quando se olha ao espelho.
Pode se manifestar como uma retração do mamilo ou através de um vazamento de sangue pelo mesmo. Este último caso é raro e requer antendimento médico urgente. O câncer de mama também pode ser diagnosticado através de um estudo complementar (mamografia), quando não há manifestação de nenhum sintoma. A dor nas mamas, apesar de causar preocupação, não tem relação com o câncer de mama. Este incômodo geralmente está relacionado a doenças benignas.
Exames complementares

São métodos auxiliares de diagnóstico (estudos por imagens, análises de laboratório, etc.) que podem ajudar o médico a diagnosticar uma patologia. No caso do câncer de mama, é necessário fazer uma ressalva: o primeiro método de diagnóstico é o auto-exame mamário, em que a mulher toca os seios e observa se existem nódulos duros, retrações ou secreções. A freqüência do auto-exame deve ser mensal, depois da conclusão do ciclo menstrual.
O segundo passo é a consulta ao médico, onde entram em jogo diferentes métodos que vão desde os menos invasivos até os mais invasivos, dos de menor custo até os mais caros. Alguns desses procedimentos são: mamografia, ultra-sonografia, ressonância magnética, termografia (muito discutida), citologia, punção histológica e biópsia cirúrgica (cirurgia).
Mamografia

De todos os exames complementares, a mamografia é o passo seguinte no diagnóstico do câncer de mama. Este é o método menos invasivo - além de ser o mais barato - e tem um papel muito importante na detecção desta doença. Trata-se do método de screening (busca) por excelência no câncer de mama. Este procedimento possui alta capacidade de detecção de nódulos, opacidades difusas, calcificações, microcalcificações (calcificações menores que 1 mm) e imagens de perda da arquitetura da mama que podem gerar suspeitas de câncer.
Sua verdadeira importância é a detecção de pequenos cânceres (sempre menores do que 1 cm) e lesões pré-cancerosas que possam evoluir.